por: Rafaela Silva
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O setor elétrico brasileiro registrou um marco importante na primeira quinzena de novembro de 2025. A produção das usinas fotovoltaicas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) disparou, consolidando a fonte solar como protagonista.
O crescimento foi expressivo: a geração solar saltou de 3.620 MW médios no mesmo período de 2024 para 4.097 MW médios, representando uma alta de 13,2%. Esse avanço reflete a expansão contínua da capacidade instalada no país.
Em contrapartida, as fontes tradicionais perderam força. As hidrelétricas, historicamente a base do sistema, recuaram 12,9%, e a geração eólica teve uma leve queda de 1,7%, destacando a importância da diversificação da matriz.
As usinas térmicas também tiveram que ser acionadas com mais intensidade, crescendo 12,9%. Isso indica uma necessidade de compensar a queda das hidrelétricas e garantir a segurança energética em momentos de menor afluência de chuvas.
O consumo geral de energia, no entanto, apresentou uma retração de 3,6%. O destaque negativo foi o Mercado Livre de Energia (ACL), que reduziu o consumo em 8,2%, enquanto o mercado regulado (residencial) ficou praticamente estável.
Regionalmente, o cenário foi desigual. Enquanto Acre, Goiás e Mato Grosso lideraram o aumento no consumo, o Sul do país, especialmente Rio Grande do Sul e Paraná, registrou quedas acentuadas na demanda por energia.
Então, por que cresceu? O aumento de 13,2% reflete a expansão da infraestrutura solar e a necessidade de suprir a queda na geração hidrelétrica, provando que a energia do sol é cada vez mais vital para o equilíbrio do sistema elétrico nacional.