por: Rafaela Silva
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Após um semestre de custos elevados com a energia, o cenário para o final do ano traz um alívio. A ANEEL anunciou uma mudança na bandeira tarifária, interrompendo uma sequência de cobranças mais altas que vinha desde junho.
A principal razão para essa alteração é climática. Com a chegada do período chuvoso, a previsão de chuvas para dezembro é superior à registrada em novembro na maior parte do país, favorecendo a geração hidrelétrica.
No entanto, a situação ainda exige cautela. Embora as chuvas tenham melhorado, a expectativa é que elas fiquem abaixo da média histórica para o mês, o que impede o retorno imediato à bandeira verde (sem custo adicional).
Devido a essa recuperação parcial dos reservatórios, o acionamento das usinas termelétricas ainda é necessário para atender à demanda de energia, mas em um nível menor do que nos meses anteriores de bandeira vermelha.
O histórico recente foi pesado para o bolso. Desde maio, os consumidores enfrentaram taxas extras constantes, passando pelos níveis mais críticos, como a bandeira vermelha patamar 2, que vigorou em agosto e setembro.
O sistema de bandeiras existe para dar transparência aos custos de geração. Ele varia do verde (sem custo) ao vermelho patamar 2 (o mais caro, R$ 7,877), sinalizando quando a produção de energia está mais custosa.
Então, qual será o custo? O Brasil terá bandeira amarela em dezembro. Isso representa uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, uma redução significativa em relação à bandeira vermelha anterior.